• André Vidmar

Tudo é serviço, inclusive a inovação tecnológica.

Introduzindo o conceito de Laboratório de Inovação Tecnológica como Serviço, ou ITLaaS (Innovation Technology Lab as a Service)


inovação em tecnologia onde mulher segura um tablet com uma lâmpada acesa

Tudo é serviço. Essa é a proposta da Lógica Dominante do Serviço (LDS ou SDL – Service Dominant Logic), que defende que o serviço é a base das trocas da sociedade, dos mercados e consequentemente das organizações, criada por Stephen Vargo e Robert Lusch em 2004.

Partindo da visão do cliente e buscando constante validação do valor proposto e entregue por meio do serviço, a SDL defende o pensamento em ciclos de aprendizagem. Essa é a base da melhoria contínua na experiência do usuário quando utilizando produtos e/ou serviços (UX – User Experience).

Ao longo dos anos houve uma migração da Lógica Dominante do Produto (GD-logic, ou Goods Dominant Logic), que estava embasada nos atributos tangíveis dos produtos para a SD-Logic, que valoriza os intangíveis. A criação de valor não está mais no produto em si, mas acontece através da participação do usuário, em outras palavras, como um produto colabora para resolver um problema. Portanto, o valor não está mais no produto em si, mas no uso que se faz dele para resolver uma necessidade, isso é a Lógica Dominante do Serviço.


prancheta de estudo de user experience ux design

Trazendo nossa conversa para o lado da tecnologia, você certamente já deve ter ouvido falar em Software as a Service (SaaS). Pois bem, esse foi o modelo aplicado pela indústria da tecnologia para resolver o problema do seu cliente, que era ter acesso aos melhores softwares sem arcar com os elevados custos de desenvolvimento e coordenação de toda a equipe de desenvolvimento e manutenção. Então por que não transformar o Software de “produto” em “serviço”? Faz todo sentido após entendermos a SDL não?

A partir dessa premissa, surgiram várias outras aplicações do conceito “as a service” em TI como o IaaS (Infrastructure as a Service) onde se contrata uma infraestrutura como serviço, de forma instantânea, provida e gerida pela internet, cuja principal vantagem é a contratação de servidores virtuais ao invés da necessidade de compra de servidores, roteadores, racks e outras formas de hardware; também encontramos a modalidade PaaS (Platform as a Service) plataforma como serviço, um ambiente de desenvolvimento e implantação completo na nuvem, com recursos que permitem acesso desde aplicativos simples como sofisticados aplicativos empresariais.

Olhando sob o prisma financeiro, fica claro o sucesso desses modelos, pois os mesmos permitem às empresas a contratação dos serviços ao invés da aquisição dos produtos (softwares) o que impacta diretamente no orçamento, pois não existe a necessidade de investimento (Capex) e sim a necessidade de manter o “aluguel” dos serviços mensalmente (Opex).

Ampliando um pouco mais a visão, chegamos ao conceito SDL aplicado no sistema bancário, assim nasce o Banking as a Service ou (Baas).


tecnologia na palma de suas mãos, aplicativos e disposjtivos móveis

O sistema bancário como serviço é um processo completo, garantindo a execução geral de um serviço financeiro fornecido pela web, num modelo baseado em camadas, onde existe um banco físico (custodiante) na base das camadas e depois a oferta dos serviços bancários de forma digital através de API´s (Application Programming Interface, conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um software para a utilização das suas funcionalidades por aplicativos) para os bancos digitais White Label (qualquer serviço em que a empresa pode colocar a sua marca mesmo sem ser a operadora desse serviço), que por sua vez os disponibilizam ao cliente final. Pensando na lógica do SDL o problema do usuário não é ter uma agência física, mas sim um serviço que o permita efetuar as transações financeiras, como recebimento, pagamento, emissão de boletos, acesso ao crédito, entre outras. Ou seja, através do BaaS o problema está resolvido.

Agora que já passeamos por algumas aplicações do conceito SDL em vários segmentos, vamos falar de um problema que todas as empresas necessitam resolver, não mais por uma questão de vantagem competitiva, mas sim por uma questão de sobrevivência, que é a busca por Inovação Tecnológica. O ambiente atual de negócios não permite mais ao empresário fazer negócios como antes. A evolução tecnológica, as questões sanitárias que trouxeram mudanças gigantescas de comportamento do usuário e com isso novos problemas a serem resolvidos, pressionam o empresário na busca urgente pela Inovação Tecnológica visando atender a essas demandas. Ocorre que, a grande maioria dos empresários não tem conhecimento de como trabalhar o pensamento inovador e, mesmo que isso aconteça, não conhece os caminhos para buscar o desenvolvimento tecnológico para atender a esta inovação e nem mesmo se isso é viável técnica, econômica e mercadologicamente falando.

Visando resolver este problema do usuário/empresário, surgiu o conceito do Laboratório de Inovação Tecnológica como Serviço, ou ITLaaS (Innovation Technology Lab as a Service).


gráficos com fundo preto e arte em azul

Nesse modelo de negócio o empresário tem acesso ao pensamento inovador e a tecnologia para viabilizar este desenvolvimento de forma totalmente terceirizada, ou seja, a inovação tecnológica passa a ser um serviço acessível a qualquer empresa e prestado por especialistas, sendo encarada não mais como um investimento (Capex) e sim como uma despesa, ou um aluguel (Opex).

Assim nasceu a MidRiver, braço tecnológico do InstaGrupo, que, através de metodologias ágeis, oferece desde apoio ao pensamento inovador, estudos de viabilidade técnica, mercadológica e financeira de projetos de inovação, bem como, desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para implementação dos projetos de inovação.

O objetivo é manter o empresário totalmente focado em seu core business enquanto cuidamos do resto. Buscamos soluções e novas conexões com o universo digital, pensamos em novas jornadas de usuários, desenhamos novos modelos de negócio e cuidamos do desenvolvimento tecnológico necessário a solução dos problemas identificados.



Sobre o Autor:

André Vidmar é consultor há mais de 15 anos, especializado em Gestão Estratégica-Orçamentária, Gestão de Performance e Finanças. Pós-graduado em controladoria, com especialização em planejamento estratégico, Sócio Fundador do INSTAGRUPO, holding 360 de consultoria, tecnologia e inovação, formada por 10 empresas, atuando no mercado desde 2010, com mais de 300 clientes atendidos. www.instagrupo.com.br.


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